"O único dom que me salva...
é a distração. Ela preserva minha sanidade. Ajuda-me a aguentar." (Markus Zusak, A menina que roubava livros)
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
"Eu serei...
... o que lhe falta; e quando ela disser que não pode mais imaginar a vida sem mim, eu já não estarei mais lá. Vou arrancar-me dela por ter perdido o maior motivo de amá-la: o do desafio, o da conquista, e com uma tristeza abissal verei as piores lágrimas jorrarem de seus olhos e eu me sentirei como um estuprador de criancinhas. porque eu sou um idiota de qualquer maneira. viciado pelo fascínio."
em a neve
do bereteando
do bereteando
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Sometimes
Entre o que dá certo e o que dá menos certo ainda, eu não escolho nenhum. Só sei que não tem como sabe se funciona ou não, mas no fundo, a gente sempre quer que funcione. Porque ninguém escolhe algo que não tenha nem um pouquinho de esperança de que dê certo. Você aposta, arrisca, porque você quer que tudo fique bem. O que fazer quando descobrimos que apostamos errado? E se depois descobrirmos que o que tava errado, na verdade era o certo? Essas várias possibilidades passam pela minha cabeça o tempo todo. E agora eu não sei o que fazer, mesmo sabendo que eu já estraguei tudo.
Às vezes eu acho que é melhor ficar sozinha, mesmo sabendo que vão existir dias em que vou desejar ter de volta tudo que eu joguei pro alto, mas pelo menos assim ninguém se machuca, ninguém sofre, nem se decepciona, a não ser consigo mesmo. Se bem que já faço isso um pouco a cada dia, me decepciono comigo cada dia mais. E quando eu digo que sou uma pessoa ruim, as pessoas não acreditam. Eu não digo ruim no sentido explícito da palavra, só digo porque sei que posso ser alguém melhor. O que eu sou hoje não tá me ajudando em nada. Muito pelo contrário, to aprimorando meu dom de estragar as coisas. E tá doendo demais, principalmente por não saber o que fazer, se em tudo que eu olho eu vejo você.
Till all my sleeves are stained red
From all the truth that I've said
Come by it honestly I swear
Thought you saw me wink, no, I've been on the brink,
so Tell me what you want to hear
From all the truth that I've said
Come by it honestly I swear
Thought you saw me wink, no, I've been on the brink,
so Tell me what you want to hear
Something that'll like those ears
Sick of all the insincere
So I'm gonna give all my secrets away
This time
Don't need another perfect lie
Don't care if critics never jump in line
I'm Gonna give all my secrets away
Sick of all the insincere
So I'm gonna give all my secrets away
This time
Don't need another perfect lie
Don't care if critics never jump in line
I'm Gonna give all my secrets away
Secrets - One Republic
domingo, 24 de outubro de 2010
Perto.
As pessoas não entendem meu lado espirituoso, nem quando eu estou sendo sarcástica. Às vezes falo muito rápido ou sem parar, e às vezes não falo nada. Não vivo sem meus livros ou minha música. Sou extremamente possessiva. Escrevo tudo que me vem à cabeça nos meus cadernos, blocos, agendas. Tenho várias canetas,e mesmo que não as use diariamente, elas sempre estão comigo. Não resisto a uma livraria, nem a sapatos. Sou consumista, e essa não é uma das coisas das quais me orgulho. Sou vegetariana e disso eu me orgulho muito. Adoro cuidar do meu cabelo, gosto das minhas unhas sempre feitas, e isso já virou uma espécie de mania. Sou mimada pela minha mãe e pelos meus amigos. Não gosto de muitas pessoas. Sei que sou muito exagerada. Leio Caio F. Abreu pra encontrar respostas para o que eu não sei, uso seus livros como dicionários de coisas que não consigo explicar. Sei que estudo demais, mas eu não me sinto mais inteligente por isso, muito pelo contrário, acho que sei muito pouco sobre tudo.Gosto de correr quando estou nervosa e escutar Beatles quando estou triste. Falo sozinha quando estou extremamente feliz, na verdade falo sozinha sempre. Tenho mania de guardar tudo em caixas e faço listas do que eu preciso fazer, mesmo sabendo que eu nunca cumpro essas listas. Uso shampoo de bebê há muito tempo. Sou sarcástica, irônica e arrogante. Acho que sempre estou certa por mais convincentes que sejam seus argumentos. Não assisto novelas. Odeio assistir aos meus seriados dublados. Tenho muito ciúmes de quem eu gosto. Tenho uma coleção de hidratantes, e uso um diferente a cada dia. Às vezes eu acho que sou legal demais com as pessoas, mas não consigo não ser simpática. Fico depressiva quando termino de ler um livro. Tenho uma ótima memória olfativa. Tomo muito café, e a falta dele me dá dor de cabeça (pode até ser um tipo de dependência psicológica, mas eu não ligo). Gosto de olhar a lua, e sei que são raras as pessoas que reparam nisso. Adoro chuva por ela me trazer uma enorme sensação de mudança, e também por me fazer lembrar momentos bons. Prefiro rosas brancas e tenho uma afeição pelo número 3. Só durmo de janela aberta. Gosto de jogar poker e assisto luta livre aos sábados. Sou piegas e incondicionalmente romântica, e eu odeio o quanto isso me faz sofrer. Gosto de vinho tinto e de cerveja escura. Fico frustrada por saber que nunca vou conseguir ler tudo que quero. Penso demais e sou muito atrapalhada. Fico mau humorada quando não durmo bem. Nunca decorei o número do meu RG. Medito diariamente e sinto que tenho uma ligação muito forte com Deus. Minha memória tem ficado muito seletiva ultimamente, isso me assusta. Interrompo os outros, para não me fugir a ideia no ponto alto de conversas - e me arrependo, minutos mais tarde. Quase chuto pessoas que caminham devagar, quando na minha frente. Na rua, não olho pro lados. E nem para qualquer psiu, fiu-fiu. Pra frente, e reto. Alheia, e indiferente - quem me conhecer, me chamará pelo nome. Faço o possível para não amar demais as pessoas, porque Clarice me ensinou que o amor pesa, e quase ninguém aguenta esse peso. Acho todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meio sem sal. E as pessoas inteiras que encontro pelo caminho eu vou “agarrando”, algumas escapam, ou melhor, eu deixo ir. Como já disse: meu amor pesa. E mesmo as pessoas inteiras não conseguem suportar seu peso. Acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde, só que nem sempre sigo a risca. Não costumo desistir fácil, mas quando desisto não volto atrás. Tenho medo de altura, e tenho medo de que meus esforços não sejam suficientes. Mas agora, uma coisa me dá mais medo ainda: o fato de saber que aqui tem muito de mim. Acho que isso é o mais perto que eu deixo alguém chegar.
"Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar."
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar."
Não vou me adaptar - Nando Reis
domingo, 1 de agosto de 2010
Domine
Tenho essa necessidade absurda de tentar ter controle sobre tudo. "Domine" segundo um amigo meu. Não acho que seja defeito nem qualidade, só acho que sei usar isso da melhor forma possível pra mim. Isso soou muito egoísta, mas segundo outra pessoa, é uma característica que eu não tenho.Quando realmente paro pra pensar no que me constitui, a única pergunta que me vem à mente é como alguém pode ser tão... indefinível. Me olhando de fora, eu não me relacionaria comigo. É perigoso. Quem o faz sabe que é por conta própria e auto-risco. Me considero uma pessoa perigosa. Não como alguém calculista que não vê os corações que pisa pelo seu caminho, mas como alguém inconsequente, impulsiva. Impulsividade que tende à dominação e controle. Sei o quão paradoxal é o que acabo de afirmar, só não dá pra explicar. Eu continuo tentando me por no papel. É em vão. O mais estranho é que eu sei disso. mas eu continuo tentando. Por mais que eu me descreva e me diminua quando me ponho em palavras, ninguém tá aqui dentro. Me leem, mas não me veem.
"...tive vontade de perguntar, como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes."
A Morte, em "A menina que roubava livros"
"...tive vontade de perguntar, como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes."
A Morte, em "A menina que roubava livros"
quarta-feira, 28 de julho de 2010
"E ler,
...ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganado — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente."
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
terça-feira, 27 de julho de 2010
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