domingo, 24 de outubro de 2010

Perto.

As pessoas não entendem meu lado espirituoso, nem quando eu estou sendo sarcástica. Às vezes falo muito rápido ou sem parar, e às vezes não falo nada. Não vivo sem meus livros ou minha música. Sou extremamente possessiva. Escrevo tudo que me vem à cabeça nos meus cadernos, blocos, agendas. Tenho várias canetas,e mesmo que não as use diariamente, elas sempre estão comigo. Não resisto a uma livraria, nem a sapatos. Sou consumista, e essa não é uma das coisas das quais me orgulho. Sou vegetariana e disso eu me orgulho muito. Adoro cuidar do meu cabelo, gosto das minhas unhas sempre feitas, e isso já virou uma espécie de mania. Sou mimada pela minha mãe e pelos meus amigos. Não gosto de muitas pessoas. Sei que sou muito exagerada. Leio Caio F. Abreu pra encontrar respostas para o que eu não sei, uso seus livros como dicionários de coisas que não consigo explicar. Sei que estudo demais, mas eu não me sinto mais inteligente por isso, muito pelo contrário, acho que sei muito pouco sobre tudo.Gosto de correr quando estou nervosa e escutar Beatles quando estou triste. Falo sozinha quando estou extremamente feliz, na verdade falo sozinha sempre. Tenho mania de guardar tudo em caixas e faço listas do que eu preciso fazer, mesmo sabendo que eu nunca cumpro essas listas. Uso shampoo de bebê há muito tempo. Sou sarcástica, irônica e arrogante. Acho que sempre estou certa por mais convincentes que sejam seus argumentos. Não assisto novelas. Odeio assistir aos meus seriados dublados. Tenho muito ciúmes de quem eu gosto. Tenho uma coleção de hidratantes, e uso um diferente a cada dia. Às vezes eu acho que sou legal demais com as pessoas, mas não consigo não ser simpática. Fico depressiva quando termino de ler um livro. Tenho uma ótima memória olfativa. Tomo muito café, e a falta dele me dá dor de cabeça (pode até ser um tipo de dependência psicológica, mas eu não ligo). Gosto de olhar a lua, e sei que são raras as pessoas que reparam nisso. Adoro chuva por ela me trazer uma enorme sensação de mudança, e também por me fazer lembrar momentos bons. Prefiro rosas brancas e tenho uma afeição pelo número 3. Só durmo de janela aberta. Gosto de jogar poker e assisto luta livre aos sábados. Sou piegas e incondicionalmente romântica, e eu odeio o quanto isso me faz sofrer. Gosto de vinho tinto e de cerveja escura. Fico frustrada por saber que nunca vou conseguir ler tudo que quero. Penso demais e sou muito atrapalhada. Fico mau humorada quando não durmo bem. Nunca decorei o número do meu RG. Medito diariamente e sinto que tenho uma ligação muito forte com Deus. Minha memória tem ficado muito seletiva ultimamente, isso me assusta. Interrompo os outros, para não me fugir a ideia no ponto alto de conversas - e me arrependo, minutos mais tarde. Quase chuto pessoas que caminham devagar, quando na minha frente. Na rua, não olho pro lados. E nem para qualquer psiu, fiu-fiu. Pra frente, e reto. Alheia, e  indiferente - quem me conhecer, me chamará pelo nome. Faço o possível para não amar demais as pessoas, porque Clarice me ensinou que o amor pesa, e quase ninguém aguenta esse peso. Acho todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meio sem sal. E as pessoas inteiras que encontro pelo caminho eu vou “agarrando”, algumas escapam, ou melhor, eu deixo ir. Como já disse: meu amor pesa. E mesmo as pessoas inteiras não conseguem suportar seu peso. Acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde, só que nem sempre sigo a risca. Não costumo desistir fácil, mas quando desisto não volto atrás. Tenho medo de altura, e tenho medo de que meus esforços não sejam suficientes. Mas agora, uma coisa me dá mais medo ainda: o fato de saber que aqui tem muito de mim. Acho que isso é o mais perto que eu deixo alguém chegar.


"Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar." 

Não vou me adaptar - Nando Reis 



domingo, 1 de agosto de 2010

Domine

Tenho essa necessidade absurda de tentar ter controle sobre tudo. "Domine" segundo um amigo meu. Não acho que seja defeito nem qualidade, só acho que sei usar isso da melhor forma possível pra mim. Isso soou muito egoísta, mas segundo outra pessoa, é uma característica que eu não tenho.Quando realmente paro pra pensar no que me constitui, a única pergunta que me vem à mente é como alguém pode ser tão... indefinível. Me olhando de fora, eu não me relacionaria comigo. É perigoso. Quem o faz sabe que é por conta própria e auto-risco. Me considero uma pessoa perigosa. Não como alguém calculista que não vê os corações que pisa pelo seu caminho, mas como alguém inconsequente, impulsiva. Impulsividade que tende à dominação e controle. Sei o quão paradoxal é o que acabo de afirmar, só não dá pra explicar. Eu continuo tentando me por no papel. É em vão. O mais estranho é que eu sei disso. mas eu continuo tentando. Por mais que eu me descreva e me diminua quando me ponho em palavras, ninguém tá aqui dentro. Me leem, mas não me veem.




"...tive vontade de perguntar, como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes."
A Morte, em "A menina que roubava livros"






quarta-feira, 28 de julho de 2010

"E ler,

...ler é alimento de quem escreve. Várias vezes você me disse que não conseguia mais ler. Que não gostava mais de ler. Se não gostar de ler, como vai gostar de escrever? Ou escreva então para destruir o texto, mas alimente-se. Fartamente. Depois vomite. Pra mim, e isso pode ser muito pessoal, escrever é enfiar um dedo na garganta. Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta. E eu acho — e posso estar enganado — que é isso que você não tá conseguindo fazer. Como é que é? Vai ficar com essa náusea seca a vida toda? E não fique esperando que alguém faça isso por você. Ocê sabe, na hora do porre brabo, não há nenhum dedo alheio disposto a entrar na garganta da gente."

Caio Fernando Abreu


terça-feira, 27 de julho de 2010

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Don't think.

Karma

Tenho pensado seriamente em desistir de fazer as coisas darem certo. Não tem funcionado mesmo. Quanto mais eu me esforço, mais eu bato com a cara na parede. Descobri que sinceridade excessiva nem sempre funciona, ou melhor, quase nunca funciona.
Eu só estou sentido diferente. O amor é outro tipo de amor. É maduro, meio impulsivo, meio inconsequente, mas preenche todas as minhas ausências de uma forma quase que plena. E o outro amor, não pode mais ser chamado assim faz tempo. Virou uma espécie de pena, por saber como eu era quando este existia.
Dizem que só se reconhece o valor de alguém quando se perde essa pessoa. To sentindo quase isso, porque eu já sabia o valor dessa pessoa, e a cada minuto eu sabia que atribuía a ela mais e mais importância. Deve ser por isso que tá doendo. Porque eu não tenho certeza de nada. Se eu tivesse certeza de que a perdi, podia chorar e ficar me xingando e me martirizando até me convencer de que o tempo cura tudo. E se eu tivesse certeza de que ainda a tenho, podia continuar planejando surpresas pro dia oito. Mas eu não sei de nada. E agora eu só consigo contar quanto tempo falta pras cinco horas. Até lá, essa angústia acaba me matando.

"If you only knew
What I went through just to get to you
I'm hanging from you
And I'll hold on if you want me to
[...]
If all my days go wrong
I'll think about last night
It went right"

If you only knew - Maroon 5



segunda-feira, 26 de julho de 2010

Decepção

Não sei se essa é mesmo a palavra que defina bem o que se passa agora. Eu voltei, e tá tudo igual. De nada adiantou a despedida se tá tudo mesmo lugar. O "grande rito de passagem" pelo qual eu esperava não aconteceu. A única coisa diferente é que quando eu voltei aconteceram coisas que eu já esperava, uma delas eu esperava faz tempo e já tinha até perdido a esperança de que fosse acontecer, e a outra coisa eu só adiei esperando que a anterior ocorresse. Só que aí, as duas coisas acontecem juntas. Isso tá me deixando realmente inquieta. Razão e coração estão brigando aqui dentro de novo. Porque eu não consigo ajeitar as coisas? Quando eu acho que tá tudo no seu devido lugar, bate um vento e destrói meu castelinho de areia. Minha vida, na verdade, sempre foi uma bagunça, fato que sempre me incomodo, mas como eu estava acostumada nem me importava em querer organizá-la. Só que certo dia, essa bagunça se propagou de tal maneira, que a necessidade de arrumar foi mais forte. Passei muito tempo pra colocar todos os pingos nos "is" e cortar todos os "ts", não para os outros, mas pra mim. Isso incluiu revisar meus valores, meus amigos minha relação do aqui dentro com o aí fora. Eu acho que estava tão ansiosa pra que algo que realmente importasse acontecesse, que muitas coisas que importam começaram a acontecer ao mesmo tempo, sendo que essas não podem se cruzar. Mas por enquanto eu vou esperar, decisões precipitadas não são uma boa ideia. Apesar da bagunça, o conforto me convida a permanecer assim.




Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa

Só o que interessa - Lenine



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Um dia a menos

Todos os dias que passam, só consigo pensar que é um dia a menos. Não sei pra que. Porque que é tão difícil pra mim, interpretar minhas próprias loucuras? Eu só espero algo acontecer. Algo que importe muito, que mude muito, que eu sinta muito, que eu viva muito. Necessidade de intensidade. Acho que é isso. Tudo me parece tão superficial. E a única coisa intensa e maravilhosa que está acontecendo comigo,os obstáculos impostos pelas circunstâncias me impedem de vivê-lo da maneira que eu realmente gostaria. E mesmo parcendo intenso para os outros, pra mim ainda é contido. E pra piorar, esse tempo frio me faz pensar e me empurra mais ainda pra dentro de mim. Me sinto uma idiota questionando tudo que era pra ser aceitável. Só isso. Mas eu sempre tenho que me perguntar o porquê. Não tem porque, é só fazer. Tá vendo como parece superficial?! Eu quero mais. Essa hipocrisia generalizada tá acabando comigo. As pessoas são tão contidas que me obrigam a fazer o mesmo. E eu não quero me conter, não posso. Minha fome é maior. Minha vontade é maior. Sair daqui de dentro para entrar em contato com esse lugar louco chamado mundo e com os loucos que o habitam, está realmente sendo mais complicado do que eu imaginava. Porque nada é o que parece. De perto, bem de perto ninguém é normal. Eu então... nem se fala. Acontece que eu não deixo ninguém chegar perto o suficiente para perceber isso. Logo, eu também não sou o que pareço.Olha só, mas não é que essa hipocrisia generalizada também se aplica a mim. Mas ainda acho que comigo é de um jeito diferente. Não sou hipócrita porque quero, só porque preciso. Ninguém aguentaria saber a minha verdade, não toda ela pelo menos. Cansei das pessoas. Aliás, não acho que tenho existido algum momento em que não estive cansada delas. E eu ainda tentando socializar. Isso não funciona pra mim. Escrevi tudo isso pra chegar a mesma conclusão: meu mundo é melhor fechado. Mas eu estou tentando todos os dias. Tentei anteontem, ontem e hoje. Tentarei amanhã, juro. Amanhã eu vou acordar, respirar fundo e pensar que é um dia a menos. 


"Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz..." 
Clarice Lispector

Despedida.

      De certa forma, nessa última semana, estou me despedindo de tudo. Olho a minha volta, presto atenção em todos os detalhes como se eu soubesse que quando eu voltar vai estar tudo diferente. Não a minha volta, mas aqui dentro. Tudo que tem acontecido na minha vida ultimamente eu encaro como "ritos de passagem", e percebo que eu não sei quase nada de mim, porque eu não quis parar pra prestar atenção em mim. Estava preocupada demais em ser o que os outros esperavam que eu fosse: a boa filha,a boa namorada, a boa aluna, a boa amiga. Não abandonei esses papéis por completo, afinal eles são minha proteção, mas eu sei que a minha nova forma de pensar os afetou um pouco.
      Não sei porque, mas eu sinto que a semana que vem vai ser o maior dos ritos. Ou vai ser um completo desastre, ou vai me fazer muito bem. E é por isso que eu estou me despedindo, eu sei que vou voltar muito diferente. Não sei até que ponto isso é bom ou ruim. Sei que vai ser assim e eu vou ter que passar por isso pra descobrir, só que dessa vez eu vou usar da minha capacidade de fazer com que as coisas sejam intensas pra transformar numa das mais intensas. Vou me decepcionar com as pessoas, vou me decepcionar comigo mesma, vou chorar, brigar, consolar... 
      O que mais está pesando, é que dessa vez eu to sentindo muita responsabilidade, todos estão esperando muito de mim. E é o meu desempenho que vai determinar muitas coisas que acontecerão na minha vida depois disso. É a minha prova de fogo. Tem muita gente torcendo pra dar errado como tem muita gente torcendo pra dar certo. E as pessoas que poderiam eventualmente me ajudar nessa experiência vão estar muito longe. Eu vou ficar isolada. Não vou poder nem ir pra um canto chorar, pegar o telefone e gritar por socorro. Só eu, aprendendo a lidar comigo e com os outros que eu mal conheço e que me conhecem menos ainda. Analisando tudo isso desse jeito, me dá mais medo ainda. E esse medo me dá uma enorme sensação de impotência. Vontade de fechar os olhos, contar até dez, e ter esperança de que quando eu os abrir tudo vai estar normal, mesmo eu não tendo ideia de qual seria minha concepção de normal.
      Nove dias longe de tudo e mais perto de mim. Se eu não pirar, eu volto inteira e possivelmente melhorada. Semana Missionária 2010, aí vou eu.


"I'm looking to the sky to save me
Looking for a sign of life
Looking for something to help me burn out bright
I'm looking for complication
Looking cause I'm tired of  trying 
Make my way back home when I learn to fly high"


Learn to fly - Foo Fighters




 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

E aí eu começo a pensar:

 O que escrever na primeira página após aquela que demorei tanto para virar? De repente, tem uma folha em branco só esperando que eu coloque meus planos nela. Esperando que eu comece o novo capítulo. Esperando que eu trace um novo caminho. É tempo de travessia, de esquecer os caminhos que levam sempre aos mesmo lugares. Pra começar a escrever meu novo capítulo, preciso de uma inspiração, um vício, e é claro que muita criaitvidade. A inspiração pode ser alguém, o vício pode ser essa xícara de café na minha frente, e a criatividade vem quando os dois se encontram. Então, dá pra concluir que esse seria um bom momento pra começar a preencher a página. Precisa de um título. Acho que "Capítulo 2" seria mesmo o ideal. Não porque seja realmente o segundo, até porque eu não faço ideia de quantos eu terminei e comecei durante os poucos anos que já vivi. Mas porque é a primeira vez que eu percebo que estou começando um novo capítulo na minha vida. E é a primeira vez que eu quero muitas mudanças juntas, planejadas ou não. Nesse exato momento, eu realmente me sinto muito bem. Não sei como começar o capítulo, mas só de saber que tomei essa decisão, sinto um alívio enorme. Porque depois de tanto pensar, e sofrer, e remoer o passado, a necessidade de mudança, de coisas novas, de uma decisão, passou a me dominar. Por isso já me sinto tranquila de ter certeza que o primeiro passo eu já tomei: eu decidi. Escolhi mudar.

Let love in.



That is what I'm doing.

Hoje...

... foi o primeiro dia em muito tempo que eu não acordei desejando voltar no tempo. Hoje eu finalmente consegui virar a página, porque eu descobri que a única pessoa que me impedia de virá-la era eu mesma. Às vezes uma situação lhe parece tão confortável, que mesmo essa não sendo o que você desejou, você não quer mudar. Simplesmente pela estabilidade. Mas eu to gostando da minha vida de ponta cabeça. Confesso que a segurança me faz falta, mas é bom acordar todo dia sem saber o que realmente vai acontecer. É bom se apaixonar em apenas uma semana. E é ótimo saber que eu ainda sou capaz de sentir borboletas no estômago e ansiedade ao esperar uma ligação. E é melhor ainda ter certeza de que finalmente eu encontrei uma pessoa que adora meus defeitos e qualidades antagônicos. Mesmo que tudo isso tenha acontecido em tão pouco tempo. Hoje, eu estou feliz por finalmente ter entendido uma frase que eu sempre repeti: "Só o que está morto não muda.". Obrigada Clarice.

domingo, 21 de março de 2010

"Sou composta por urgências:

 minhas alegrias são intensas, minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura. De ter amigos eu gosto porque preciso de ajuda pra sentir, embora quem se relacione comigo saiba que é por conta-própria e auto-risco. O que tenho de mais obscuro, é o que me ilumina. E a minha lucidez é que é perigosa."

Clarice Lispector



"Não sou madura o bastante ainda. Ou nunca serei.

...sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso."


Clarice Lispector





"Não sou de frescura...

 ...e muito menos de compulsões consumistas. Mas ainda tenho um lado mulherzinha: choro à beça, sou louca por flores, não vivo sem meus hidratantes, aprecio o cavalheirismo, gosto de ficar de mãos dadas no cinema, devoro revistas de moda, me interesso por decoração e fico chocada quando escuto expressões grosseiras."
 
Martha Medeiros





terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Não era...

...mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante."




Clarice Lispector.


 

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"Eu não sou promíscua.

Mas sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro[...] E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar." 

Clarice Lispector 


What do you mean "find love"?

It's love that finds you, silly.
  

Thanks for found me. 

Nasci para questionar

De que adianta viver em um mundo sem entendê-lo ao menos um pouco? Tenho medo do óbvio, e de tudo aquilo que não desperta minha curiosidade. É dela que surge tal "dom" de questionar. Questiono para descobrir, entender, revelar verdades. Muitas vezes questiono a mim mesma, por atos, palavras, ações, pensamentos.
Mas às vezes tenho medo das respostas. Porque talvez não goste delas, talvez não me agradem, talvez descubram algo que não estava pronto pra ser descoberto. E por mais que eu goste e sinta extrema necessidade de questionar tudo, eu sei que existem perguntas que jamais serão respondidas. Por mais que eu tente. Insista. Não precisam de respostas. Sempre continuarão subentendidas.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

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pelo menos pra hoje. 

Inspiração.

Ás vezes eu tenho, e muitas outras eu não tenho.

"A vida, meu amor,

é uma grande sedução, onde tudo que existe se seduz.!


Clarice Lispector

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Frágil,

você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."




Caio Fernando Abreu


 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"Vivemos em um mundo...

em que temos que nos esconder para fazer amor enquanto a violência é feita aos olhos de todos."
John Lenon


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Make love...

    not war baby!

Começou tudo de novo...

e eu acho que preciso de mais férias...


Na verdade...

O único dom que me salva, é o dom de escrever. E é por isso que eu escrevo. Pra aliviar as dores e espantar os fantasmas. Palavras são meu refúgio, meu esconderijo. preserva minha sanidade, ajuda-me aguentar... Aguentar o que? Um mundo que me assusta, pessoas que me magoam, ideias que me oprimem. Onde mais eu conseguiria fugir desse mundo se não fossem os livros escritos por palavras inteligentes de grades autores? Até hoje não encontrei nada mais confortável e consolador do que dividir tudo comigo mesma. Ler, reler e ler de novo. Descobrir que eu estava errada ou tão certa que não havia ninguém capaz de contestar. É meu jeito de gritar pro mundo ouvir mesmo que ele não me ouça; é meu jeito de refletir e formar minha opinião. Talvez escrever seja uma forma de lamento, alguns simplesmente se lamentam melhor.





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

3.

Eu acredito no destino. Em pessoas certas, nos lugares certos, na hora certa. Nada é por acaso. Nem o próprio acaso. Pra tudo tem uma explicação. Por mais ruim que tenha sido algo. Era pra ser. Eu acredito em anjos. Colocados em nossos caminhos por algum motivo, e com uma missão. O futuro não pertence a nós. Acredito nisso também. É o destino que escreve o nosso futuro. O acreditar que faz o existir. Tudo que eu acredito existe. Pela simples razão de eu acreditar. Talvez apenas em minha mente. Mas existe. Eu acredito no amor. Talvez nem saiba o que realmente é, talvez nunca tenha sentido. Mas ele existe. Acredito em finais felizes, mesmo que só existam em contos de fadas. Acredito nos meus sonhos. Nos meus desejos mais profundos. Acredito. Por isso existe.


2.

E  se tudo der errado? E se todos os nossos sonhos forem desgastados e destruidos pelo tempo? E se nossos planos que achamos ser suficientemente concretos forem como areia ou pó? Por mais que eu tente não pensar, é inevitável. É inevitável não pensar no lado ruim de tudo, mesmo que tudo pareça perfeito. É impossível tentar acreditar plenamente nos meus sonhos porque eu sei que a vida real é bem diferente. Eu tenho tanto medo de que tudo que eu contrui até hoje desmorone em segundos.Queria tanto não sentir medo.Queria que uma imensa coragem tomasse seu lugar e me desse força pra lutar por tudo que realmente acredito. Eu queria ser livre! Poder amar, sentir, viver sem limites. Sem ter que encontrar barreiras no meu caminho o tempo todo. Quero poder ser quem eu sou, e tirar essa máscara de mentiras que me cobre.Ah, eu quero tantas coisas.Porém, meus passos nessa longa estrada são pequenos demais para que eu consiga tudo agora. Terão muitas pedras e buracos, chuvas de verão e tempestades. E sei que vou passar por tudo, sendo bom ou ruim.

domingo, 24 de janeiro de 2010

1.


Eu não sou nada mais do que uma garota. Com sonhos e anceios. Com pensamentos e idéias próprias. Idéias um pouco diferentes da maioria, confesso. Apenas uma garota. Que ri, que chora, que vê, que acredita, que sonha, que fantasia, que pensa, que lê, que escreve, que ouve, que fala, que beija, que ama, que sente, que vive. E que apesar de cair, sempre levanta. Pois apesar de pouca idade, já sabe o suficiente da vida para vivê-la em toda sua essência. Aquela garota, que fantasia o possível e o impossível, que tenta transformar sua vida em um conto de fada, mesmo sabendo que não existem.A garota que confia demais, que sente demais, que ama demais, que odeia demais mesmo sendo incapaz de manifestar tal sentimento. Uma garota, que apesar de todos os empecilhos, continua acreditando que tudo vai melhorar, que no final sempre dá tudo certo. Que já se acostumou a juntar os pedaços de seu coração, de tanto que já fora partido. Mas que mesmo assim, ainda acredita no amor, e continua amando, e que ama com toda a intensidade que tal palavra representa. Porque essa garota idealista, acredita que se tem algo capaz de mudar tudo que há de errado e o que aparentemente não tem concerto nem solução, é o amor.