Tenho essa necessidade absurda de tentar ter controle sobre tudo. "Domine" segundo um amigo meu. Não acho que seja defeito nem qualidade, só acho que sei usar isso da melhor forma possível pra mim. Isso soou muito egoísta, mas segundo outra pessoa, é uma característica que eu não tenho.Quando realmente paro pra pensar no que me constitui, a única pergunta que me vem à mente é como alguém pode ser tão... indefinível. Me olhando de fora, eu não me relacionaria comigo. É perigoso. Quem o faz sabe que é por conta própria e auto-risco. Me considero uma pessoa perigosa. Não como alguém calculista que não vê os corações que pisa pelo seu caminho, mas como alguém inconsequente, impulsiva. Impulsividade que tende à dominação e controle. Sei o quão paradoxal é o que acabo de afirmar, só não dá pra explicar. Eu continuo tentando me por no papel. É em vão. O mais estranho é que eu sei disso. mas eu continuo tentando. Por mais que eu me descreva e me diminua quando me ponho em palavras, ninguém tá aqui dentro. Me leem, mas não me veem.
"...tive vontade de perguntar, como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes."
A Morte, em "A menina que roubava livros"
